São 19 horas aproximadamente de sábado, dia 5 de junho em Blumenau. A jovem K. H., 22 anos briga com sua namorada sobre a ponte da Rua Santa Catarina no Bairro Itoupava Norte em Blumenau. Acabara de jogar o tênis, e agora ameaça jogar o celular e se jogar em seguida. Ela atravessa o parapeito da ponte e fica do lado de fora da travessia. As águas do Rio Itajaí-Açú estão revoltas em função das chuvas que caíram nos últimos dias. Um popular vê a cena e chama o Corpo de Bombeiros.
A guarnição formada por um caminhão e uma ambulância chega e imediatamente interdita a ponte. O bombeiro Élcio e alguns companheiros da guarnição iniciam então a negociação com a moça. Tentam convencê-la em não se jogar. E no momento oportuno agarram-na, e trazem-na com segurança para o lado de dentro da ponte. Imediatamente a ambulância entra em ação e conduz a moça para o Hospital Santo Antonio.
- Se ele se jogasse, seria difícil o resgate porque as águas estão com muito repuxo - dissera mais tarde o bombeiro Élcio.
Agora são 11h44min de domingo. Um homem de 35 anos está com uma corda no pescoço. Ela está amarrada na cerca do Biergarten, área central de Blumenau. Ameaça se jogar pelo barranco e ficar dependurado. Os bombeiros chegam à tempo e novamente tentam convencê-lo em desistir do ato. Quando ele vê os bombeiros tenta se jogar no chão para consumar o ato do enforcamento. No momento oportuno um bombeiro agarra-no e outro corta imediatamente a corda, livrando-o da consumação do ato. Levam-na ao Hospital Santo Antonio.
As duas tentativas de suicídio aconteceram em menos de 24 horas. No CVV (Centro de Valorização da Vida) está a plantonista Alda que diz:
- Está havendo muita procura. As pessoas não têm com quem desabafar. A cidade cresceu muito e aumentou os problemas das pessoas.
Segundo ela, a procura maior são de jovens entre 15 e 25 anos, desgostosos com a vida.
- O suicídio virou um caso de saúde pública - alerta ela.
E Alda apresenta uma sugestão à sociedade, no momento em que vivemos o boom das tecnologias. Que o número 141 do CVV seja gratuíto.
- Hoje existem mais aparelhos celulares do que fixo. Mas o celular é muito caro. E para falar de si, as pessoas precisam de tempo, e as ligações seriam muito caras. Mas se elas pudessem ligar gruitamente, poderiam desabafar, e muitos suicídios poderiam ser evitados - diz a plantonista deste domingo.








1 comentários:
Então gente vamos azer um movimento para que o 141 seja declarado de utilidade publica e emergencia.
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