19 de junho de 2010

Padre João Bachmann diz que, ao manter a cozinha comunitária, faz a sua parte

Conforme relatou em artigo no dia 1º de junho, o delegado de polícia de Blumenau Henrique Stodieck Neto diz que a problemática do tráfico de drogas no Parque Ramiro Ruedguer vai além da relação entre traficantes e dependentes químicos. Neste final de semana, o Jornal de Santa Catarina, que vem realizando uma série de reportagens sobre a problemática, retrata uma avaliação de especialistas. Ela diz que o tráfico na área sobrevive através de uma cooperativa, na qual participa a própria sociedade.
É importante ampliarmos a visão do problema. Já produzimos uma série de reportagens para o Jornal "A Voz da Razão" e para a própria Rádio Nereu Ramos e Rádio Clube onde a família e a escola acabam sendo o ponto inicial do problema. Lembremos, por exemplo sobre as declarações de um diretor de escola agredido por um adolescente.
Por sua vez, o padre João Bachmann, que mantém uma cozinha comunitária próximo ao Parque diz que apenas faz a sua parte:
- Precisamos recolher estes andarilhos das ruas e dar a eles casa e comida. Estou fazendo a minha parte. A sociedade tem que fazer a sua para evitar que eles caiam nas ruas - disse-me numa das últimas entrevistas que fiz com o religioso para a Rádio Nereu.
Portanto, o que se discute é a consequência, mas pouco se debate sobre as causas desse problema que aumenta de tamanho, conforme abordou o delegado Stodieck em seu artigo.

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