4 de junho de 2010

Ação rápida da Acaprena e Ministério Público salva o resto das árvores na Beira-Rio em Blumenau

Em plena semana mundial do meio ambiente, um crime contra a natureza acontece no centro da cidade. Dois ipês rôxo, árvore símbolo de Blumenau, duas magnólias e um ligustro tiveram a ação implacável da motosserra e tombaram na barranca do Itajaí-Açú. Elas tinham em torno de cinquenta anos de existência. Seus troncos eram superiores a cinquenta centímetros.
A justificativa da prefeitura de Blumenau que mandou derrubar as árvores é a execução do projeto da "reurbanização" da Beira-Rio.
A Associação Catarinense de Preservação da Natureza (Acaprena) agiu rápido e conseguiu salvar outras 57 árvores que seriam tombadas até a próxima segunda-feira. Contou com a ação rápida do promotor do Meio Ambiente Luciano Trierweiller Naschenweng que instaurou, na tarde desta sexta-feira um inquérito civil público contra a prefeitura para apurar as responsabilidades e determinou a suspensão imediata do corte das árvores.
- A ação da prefeitura está equivocada e unilateral. Não consultou a comunidade. O corte das árvores não foi levado ao conhecimento do conselho de meio ambiente - disse nesta tarde o conselheiro Arlon Tonolli, que tem o acento da Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Médio Vale do Itajaí (Aeamvi) e União Blumenauense das Associações de Moradores (Uniblam).
Igualmente, além dele, da Acaprena, o presidente da Ong Sociedade Amigos do Rio Itajaí (Sarita), Moacir Francisco de Souza, revoltou-se contra a situação.
- É um ultraje contra a cidade de Blumenau - emendou Tonolli.
Conforme Sieves, para recuperar a paisagem que as cinco árvores proporcionavam na parte baixa do Beira-Rio, serão necessários agora cinquenta anos, após o plantio de novas espécies.
- Este é o tempo que árvores como o ipê roxo levam para chegar a um tronco de cinquenta centímetros, como estavam as que foram derrubadas - disse

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