Nenhuma pessoa morreu eletrocutada, e em dez dias toda a rede elétrica foi refeita. Este é o grande feito dos técnicos e eletricitários da Celesc durante a tragédia de 2008. Por causa disso, o trabalho foi case de sucesso apresentado pelo gerente regional Régis Evaloir durante dois eventos realizados este ano na Vila Germânica sobre eletricidade: um mundial e outro nacional.
- A rede foi parcialmente destruída. Postes caídos, fios rompidos, morros que caíram sobre a rede - recorda Régis, destacando que 300 mil pessoas ficaram sem energia na região, durante o episódio de novembro.
- Em dez dias, 97 por cento foi restabelecido - informou.
A logística empregada e o esforço de engenheiros, técnicos e eletricitários, que chegaram a transportar postes nas costas e ligar rede em árvores, para atender comunidades isoladas, emociona.
Mas Régis diz que todo o esforço foi conjunto. Além de equipes fornecidas por outras regionais, o trabalho foi afinado com os órgãos de segurança da Defesa Civil, como o Exército, os Bombeiros, o Jeep Club e a Polícia Militar. Houve casos em que, conforme lembra Régis, o caminhão que transportava postes para ligar energia a uma comunidade isolada, atolou. Para tirá-lo do lamaçal só foi possível com a ajuda de um tanque de guerra.
Régis informou que depois de um ano da grande tragédia, os técnicos, engenheiros e eletricitários estão refazendo a rede.
- Estamos promovendo, não só a troca de postes, mas também colocando num caminho alternativo para que, se acontecer uma enchente de novo, menos pessoas fiquem sem energia elétrica. Agora sim, de uma forma com planejamento, estudo, uma análise técnica e criteriosa, estamos fazendo essa recomposição.Estamos reconstruindo, no sentido de fornecer energia de uma forma adequada e segura.
E, ao lembrar ainda do evento climático de novembro, Régis destacou que a sua equipe tinham, no dia 21 um indicativo de enchente.
- Estávamos preparados para uma enchente e não para os deslizamentos que foi o efeito surpresa. Não só nós, fomos surpreendidos, mas, acredito, todos todos os órgãos e toda a população, porque você não tem como prever qual morro que vai desabar, qual rua que vai ceder. Tudo acontecia ao mesmo tempo. Muitas vezes chegávamos até o local, não tinha nem rua. Como você colocaria um poste novo? Como colocaria, se o que tínhamos à frente era três metros de lama?
E por último, o gerente regional de Celesces comemorou:
- Tínhamos inúmeros postes caídos, de fiação no chão e ninguém morreu eletrocutado.








0 comentários:
Postar um comentário